Led no teclado

Lista de materiais

  • 1 Teclado;
  • 8 LEDs de 3 milímetros;
  • 1 Resistor de 15 ohms;
  • 1 Switch;
  • Fios de cobre.
Como ferramentas, precisaremos de ferro de solda, alicate, estilete e cola quente.
Também vamos utilizar uma microrretífica para fazer alguns furos no teclado.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo] 

Montagem

Preparando o teclado

O primeiro passo é a desmontagem do teclado. Mesmo que o seu seja diferente do nosso, a maioria deles possui uma estrutura similar. Basta remover todos os parafusos da parte inferior e levantar a tampa.
Embaixo das teclas ficam as borrachas de contato delas, que podem ser independentes ou não, como no nosso caso.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Vamos deixar essa peça de lado e concentrar o trabalho na parte em que ficam as teclas.
Veja que todas elas são encaixadas, cada uma em uma área específica.
Como a área das teclas é bem delimitada, vamos fazer oito furos para encaixar os LEDs, e cada um deles deve ficar em um intervalo de três teclas. Desse modo, as luzes não devem atrapalhar o movimento dos botões.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo] 

Preparando os LEDs para a iluminação

Antes de prender as luzes no teclado, vamos lixar os LEDs para deixá-los mais curtos e planos. Isso vai fazer com que a luz se espalhe melhor por baixo das teclas.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Depois disso, basta encaixá-los nos buracos abertos no teclado. Todos devem seguir a mesma orientação: positivo para um lado, negativo para outro — a haste positiva é sempre a maior.
Em seguida, vamos dobrar as hastes dos LEDs para conectá-los nas trilhas positiva e negativa, que serão feitas com fios de cobre descascados. Aqui é importante perceber que foi preciso desencapar completamente os fios de cobre para que eles não ocupassem muito espaço, o que poderia impedir o acionamento correto das teclas.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Essa é a parte mais trabalhosa: soldar cada um dos LEDs nas trilhas certas. Veja no desenho do circuito como tudo deve ser conectado:

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Depois de soldar todos os fios, é preciso abrir um buraco na lateral do teclado para inserir o switch, que vai controlar a luz. Nós optamos por colocar o componente no mesmo lugar do circuito original do teclado, pois é o único local que ainda tem algum espaço sobrando.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo] 

Para garantir que tudo fique no lugar, vamos aplicar alguns pingos de cola quente sobre os LEDs e os fios de cobre.



Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Para finalizar, vamos soldar o fio da trilha negativa no switch.

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Fornecendo energia para o circuito

Para alimentar os LEDs, vamos conectar o circuito na porta USB do teclado, nos fios vermelho e preto. No fio vermelho, que é o positivo, vamos soldar o resistor de 15 ohms.
O fio preto será soldado na trilha negativa do nosso circuito.

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Veja na imagem, os fios do cabo USB. O preto é o negativo e o vermelho é o positivo. 
Agora, é só remontar o teclado e conferir o resultado!

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo]

Área 42: Como fazer um teclado iluminado para o seu PC [vídeo] 





Considerações importantes

Existem muitos modelos diferentes de teclados, cada um construído de forma similar, mas com pequenas peculiaridades em seu interior. Pode ser que você não consiga fazer a montagem do circuito exatamente como fizemos aqui, mas certamente é possível adaptar tudo para combinar com o seu modelo.
É possível adicionar mais LEDs ao circuito ou até mesmo posicioná-los de outras maneiras para iluminar todo o teclado. Entretanto, é preciso tomar cuidado para não danificar o teclado ou acabar fazendo com que as luzes atrapalhem o movimento das teclas.
No final das contas, a criatividade é quem manda!

Como remover o WAT do Windows 7

O WAT, ou Windows Activation Technologies, é uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft para detectar quando uma cópia do Windows não é legalizada e passa a avisar o usuário sobre os riscos de usar software não autorizado. Se você instalou a atualização que ativa o WAT, siga os passos abaixo e veja como desativá-lo.
Mensagem de alerta do WAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Mensagem de alerta do WAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 1. No “Painel de Controle”, clique em “Desinstalar um programa”;
Painel de controle do Windows (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Painel de controle do Windows (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 2. Clique em “Exibir atualização instaladas”, primeiro item da barra lateral esquerda;
Removendo atualizações do Windows (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Removendo atualizações do Windows (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 3. Utilize o campo de pesquisa para encontrar a atualização “KB971033”, responsável pelo WAT no Windows 7. Com a atualização seleciona, clique em “Desinstalar”;
Buscando por atualização a ser desinstalada (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Buscando por atualização a ser desinstalada (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 4. Uma mensagem de confirmação será exibida. Clique em “Sim” para continuar e aguarde até que a atualização seja desinstalada;
Confirmando remoção de atualização (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Confirmando remoção de atualização (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 5. Baixe o “RemoveWAT” e extraia o aplicativo para um local de fácil acesso. Ao executar o programa, o UAC solicitará a permissão do usuário. Clique em “Sim” para continuar;
Mensagem do UAC (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Mensagem do UAC (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 6. Clique em “Remove WAT”;
Aplicativo RemoveWAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Aplicativo RemoveWAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 7. O aplicativo emite um alerta informando que o computador será reiniciado no final do processo. Pressione “OK” para avançar e aguarde;
Removendo o WAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Removendo o WAT (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Passo 8. Por fim, uma nova mensagem será exibida, informando que o processo foi concluído. Clique em “OK” para reiniciar o computador.
Reinicie o computador para concluir (Foto: Reprodução/Helito Bijora)Reinicie o computador para concluir (Foto: Reprodução/Helito Bijora)
Pronto! Os alertas informando que o Windows é falsificado devem desaparecer, bem como a marca d’água na área de trabalho. No entanto, é importante esclarecer que o sistema continua sendo ilegal. Para que o WAT não volte a incomodá-lo, lembre-se de não instalar a atualização KB971033.

Instalando Windows pelo pendrive

A pedido de um aluno de Imbituba.

Seguindo com a ideia de formatação de máquinas através de dispositivos USB, irei mostrar neste tutorial como instalar o Windows 7 pelo Pen Drive, utilizando o DiskPart.
Existe um outro método, teoricamente mais simples, através do Microsoft Windows 7 USB/DVD Download Tool. Porém, por algum motivo que desconheço não funciona em todos os Pen Drives (incluindo o meu). =D
Pré Requisitos:
  • Pen Drive de no mínimo 4 GB (Caso a ISO ou o DVD que você esteja utilizando seja maior que 4GB, evidentemente você deverá possuir um pen drive maior).
  • DVD de instalação do Windows 7.
Obs: O tutorial foi feito utilizando o Windows 7, que possui o utilitário DiskPart. Caso você utilize uma versão Windows que não possua o DiskPart nativamente, basta baixá-lo do site da Microsoft.
O tutorial consiste em: Preparar o Pen Drive, torná-lo bootável e copiar os arquivos de instalação para o Pen Drive. Para isto, siga os procedimentos:

Preparando o Pen Drive:

1 – Conecte o Pen Drive à uma porta USB em seu computador e coloque o DVD de instalação do Windows 7 no drive.
2 – Abra o Prompt de Comando. (Pressione Tecla do Windows + R e digite cmd no botãoExecutar)
3 - No Prompt de Comando, digite os comandos abaixo, sempre pressionando ENTERentre os comandos, para que a ação seja executada.
diskpart – Ao digitar este comando, você entrará no DiskPart, que é utilitário do Windows para manipulação de partições, conforme mostra a imagem abaixo. 
list disk – Esse comando irá listar os discos conectados ao seu computador.
No meu caso, utilizarei um Pen Drive de 8GB, que está listado como Disco 2.
select disk 2 – O comando select disk 2 selecionará o Pen Drive para que o mesmo possa ser manipulado. Substitua o 2 pelo número correspondente ao seu Pen Drive.
Será mostrada a mensagem: O disco 2 é o selecionado.
clean – Utilize o comando clean para limpar o seu Pen Drive.
Será mostrada a mensagem: DiskPart está limpando o disco.
create partition primary – Utilize este comando para criar uma partição primária no seu pen drive.
Será mostrada a mensagem: DiskPart criou com êxito a partição especificada.
active – Este comando tornará a partição ativa.
Será mostrada a mensagem: O DiskPart marcou a partição atual como ativa.
format fs=NTFS quick – Este comando irá formatar o Pen Drive com o Sistema de Arquivos (File System) NTFS. O parâmetro quick indica que será feito uma formatação rápida.
assign – Este comando atribuirá a letra de unidade ao dispositivo.
exit – O comando exit sairá do DiskPart e retornará ao Prompt.

Tornando o Pen Drive Bootável:

Ainda no Prompt de Comando, devemos tornar o Pen Drive bootável, para isso navegue até a pasta boot do DVD do Windows 7, que no nosso exemplo está em H, conforme o exemplo abaixo:
H: – Acessa a Unidade H:
cd boot – Irá acessar a pasta boot do DVD. O comando cd serve para acessar um diretório.
bootsect /nt60 I: – Este comando irá definir o Pen Drive como um disco bootável, ondeI: é a unidade correspondente a onde o Pen Drive foi detectado.
Obs: Em alguns casos, este passo não é necessário, pois ao definir a partição do Pen Drive como primária, ele torna-se bootável. Mas caso seu Pen Drive não tenha se tornado bootável, utilize os comandos acima.

Copiando os Arquivos e Alterando as configurações do SETUP:


  • Após seguir os procedimentos acima, copie todo o conteúdo do DVD do Windows 7 para o Pen Drive.
  • Finalizando, altere as configurações no Setup de forma que a máquina leia o Pen Drive durante o boot.
  • Siga os procedimentos normais de formatação.
Fácil? Deixe seu comentário.

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SEM PROTETOR DE LINK.

dividido em 3 partes.
1-250mb aqui
2-250mb aqui
3-80mb aqui
qualquer duvida deixe um comentario ou envie um e-mail suporte.jrcl@gmail.com

Send Space


Com o SendSpace é possível compatilhar arquivos que seriam muito grandes para enviar por e-mail.
No SendSpace o usuário pode realizar o upload de cinco arquivos de até 300MB, por vez, com a conta gratuita.
O site SendSpace possui também contas pagas que permitem o upload de arquivos maiores.
Veja neste tutorial como usar o SendSpace para compratilhar arquivos. Aprenda também a deletar arquivos que você não deseja compartilhar mais.


SendSpace: site para compartilhar arquivos (Foto: Reprodução )
SendSpace: site para compartilhar arquivos (Foto: Reprodução )
Enviar arquivos pelo SendSpace
Passo 1. Para acessar o SendSpace, clique aqui;
Passo 2. Não é necessário fazer o cadastro no site, mas o registro permite que o usuário acompanhe, edite e crie pastas para agrupar os arquivos;

Passo 2.1. Caso você não queira se registrar, clique em Click to upload, para compartilhar um arquivo. Em seguida, escolha o(s) arquivo(s) que você deseja compartilhar. Insira o seu e-mail em From e o e-mail do destinatário em To e clique em Upload;
Passo 2.2. Para fazer o login no SendSpace, é possivel entrar com as contas do Facebook,Twitter, Gmail, Yahoo, Aol e OpenID ou se cadastrar no site;
Passo 3. Para enviar um arquivo, clique em Upload New File;
Passo 4. Clique em Click to upload e selecione o arquivo que você deseja enviar;
Passo 5. Você pode optar por compartilhar o link via e-mail, Facebook, Twitter, MySpace, Stumble, e outros, ou copiar o link para o destinatário acessar;
SendSpace: compartilhe ou copie os links dos arquivos (Foto: Reprodução)SendSpace: compartilhe ou copie os links dos arquivos (Foto: Reprodução)
Passo 6. Você também pode compartilhar os arquivos em My Account. Selecione o(s) arquivo(s) que você deseja enviar e clique em Share;
Deletar arquivos no SendSpace
Passo 7. Para deletar um arquivo, clique no link em Delete File Link;
Passo 8. Clique em Delete File;
Passo 9. Para deletar arquivos, você também pode clicar em My Account. Selecione o(s) arquivo(s) que você deseja excluir e clique no botão Deletar.

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faça o pedido e eu posto para download.
sem protetor de link odeio aquela porcaria.
se não funcionar me avisa suporte.jrcl@gmail.com
vlw galera.

O que são threads em um processador?

Se você está lendo este artigo, é porque deve ter conhecimentos básicos para acessar a internet e navegar até o Tecmundo. Além disso, suas noções sobre informática devem comportar certas informações sobre o funcionamento básico de um computador.
Claro, você já ouviu falar em processador, conhece marcas como Intel e AMD, tem ideia de que a CPU faz cálculos, de que ela conta com núcleos e, possivelmente, sabe muito mais do que tudo isso. No entanto, existem coisas que nem sempre são esclarecidas, como é o caso de alguns termos americanos que aparecem quando falamos sobre os processadores.
Processador com suporte para executar múltiplas threads
Uma das palavras mais misteriosas nesse sentido é a “thread”. No que se refere a hardware, essa palavra apareceu no Brasil quando surgiram os primeiros modelos de processador com múltiplos núcleos. A princípio era fácil compreender que um dual-core tinha dois núcleos.
Entretanto, com a evolução das arquiteturas nas CPUs, surgiu o suporte para múltiplos threads (multithreading). E é aí que muitas pessoas se perguntaram o que realmente mudava. Afinal, o que é essa palavra? Faz diferença um processador trabalhar com o dobro de threads? Isso é o que vamos explicar agora!

A execução de um programa

Antes de falarmos exatamente sobre as threads, precisamos entender como os processadores e os sistemas operacionais trabalham com os aplicativos. Basicamente, a execução de um programa dá-se, em um primeiro instante, em uma ação do sistema operacional. Quando o usuário abre um aplicativo, o sistema operacional interpreta a ação e requisita que os arquivos relacionados a esse software sejam executados.
Claro que qualquer atividade do sistema operacional está sujeita à operação do processador. Todavia, antes que um programa esteja aberto e realmente requisite o trabalho em massa da CPU, ele é apenas carregado na memória RAM, o que não exige uma atividade do processador.
Processos e threads
Ao efetuar o carregamento de um programa, o sistema operacional trabalha com processos. Cada software possui um processo (alguns utilizam árvores de processos), cada qual com respectivas instruções para o processador saber como proceder na hora de efetuar os cálculos.

Os processos e as threads

Os chamados “processos” são módulos executáveis, os quais contêm linhas de código para que a execução do programa seja realizada apropriadamente. Isso quer dizer que o processo é uma lista de instruções, a qual informa ao processador que passos devem ser executados e em quais momentos isso acontece.
Os processadores trabalham muito bem com os processos, mas a execução de muitos processos simultaneamente acarreta na lentidão da CPU. Isso ocorre porque, mesmo um processador tendo dois ou mais núcleos, existe um limite para ele.
Uma CPU com dois núcleos, por exemplo, pode trabalhar com dois processos simultaneamente. No entanto, se você pressionar as teclas “Ctrl + Shift + Esc”, vai verificar que o sistema operacional trabalha com dezenas de processos ao mesmo tempo. No entanto, tudo parece rodar perfeitamente na sua tela.
Processos em execução
Explicar isso é bem simples. Suponha que estamos tratando de uma CPU com dois núcleos. Em teoria, ela é capaz de executar dois programas ao mesmo tempo. Contudo, você está com seis programas abertos e todos respondendo em tempo real.
O processador consegue trabalhar com todos os aplicativos e apresentar resultados satisfatórios devido à velocidade de processamento. Sendo assim, “parece” que os processos são executados simultaneamente.
A princípio, a presença de múltiplos núcleos era suficiente para a maioria dos usuários. Todavia, a evolução dos softwares e dos componentes de hardware requisitou uma divisão ainda melhor das tarefas. As linhas de instruções dos processos adquiriram características únicas, que possibilitaram separá-las para execuções em diferentes núcleos.
Cada processo com suas threads
Essas linhas de instruções ficaram conhecidas como threads, mas muita gente preferiu traduzir a palavra “thread” para tarefa. A questão é que o nome em si não faz diferença, visto que, de certa maneira, uma linha de instrução é uma tarefa que o processador deverá realizar. Entretanto, algumas coisas mudaram no processador.

As threads nos processadores

Enfim, chegamos ao ponto que interessa. Como já vimos, a thread é uma divisão do processo principal de um programa. Todavia, nem todos os processos são divididos em múltiplas threads, assim como nem todos os processadores são capazes de trabalhar “tranquilamente” com uma enormidade de threads.
Os mais recentes processadores vêm com especificações quanto aos núcleos e às threads. E como saber o que exatamente isso significa? Vamos tomar como exemplo o processador Intel Core i7 2600. Verificando no site da fabricante, temos a informação de que esse modelo vem com quatro núcleos e tem suporte para trabalhar com até oito threads.
Threads no Intel Core i7 2600
Isso quer dizer que essa CPU pode trabalhar com quatro processos indivisíveis simultaneamente (um em cada núcleo) ou com até oito linhas de execução (threads) — as quais podem ou não ser de um mesmo processo. Saber como cada aplicativo é executado dentro do processador não é tão simples, mas o que importa é ter noção de que existem aplicativos que serão executados de uma maneira mais satisfatória nas CPUs mais novas.
Vale ressaltar que não é garantido que um processador multithread sempre apresente maior desempenho. Contudo, a chance de aumento na eficiência é grande, pois, tendo suporte para trabalhar com múltiplas threads, é mais provável que a CPU execute mais programas ao mesmo tempo.

E a evolução continua

Agora que você já sabe os conceitos básicos sobre o que é uma thread e como ela influencia no desempenho do computador, talvez fique fácil compreender como serão os próximos processadores, que deverão vir com mais núcleos e com suporte para a execução de mais threads.
Esperamos que este artigo tenha sido esclarecedor e reforçamos o convite para você soltar o verbo nos comentários. Até a próxima.

Cluster: interligando múltiplos PCs para obter melhor desempenho


A sabedoria popular (quase) nunca falha, e há aquele velho ditado: “Duas cabeças pensam melhor do que uma”. Seguindo essa linha de raciocínio, dois computadores “pensam” melhor do que um. Certo? Exato. A técnica de unir múltiplos PCs e fazê-los funcionar como se fossem um só chama-se clusterização, e possibilita uma notável melhora na execução de tarefas em paralelo.

Parece óbvio que se trata de um sistema complexo, senão já teríamos clusters a torto e a direito por aí (e olha que existem mais do que você imagina). Já se tornou normal ver pessoas com mais de um computador em casa, então por que não clusterizá-los para turbinar o desempenho?

Como é feito um cluster?

redeEm termos materiais, parece fácil: dois ou mais computadores, ligados em rede. Mas toda orquestra precisa de um maestro, não é? Eis a peça-chave de um cluster: um sistema operacional adequado, que coordene todos os processos e obtenha de seus “subordinados” o melhor desempenho possível (como se fossem um único supercomputador).

Essa associação também é conhecida como “sistema distribuído”, já que é composta por processamentos em paralelo que visam à conclusão de uma tarefa em comum.

E é acessível?

tutuIsso depende de dois fatores principais: seu conhecimento técnico e a quantidade de dinheiro que você está disposto a investir. O primeiro é essencial para configurar os recursos do cluster, como distribuir as tarefas equanimente entre os processadores envolvidos (de acordo com suas capacidades); já o segundo varia em função daquilo que é esperado do cluster, já que esse tipo de tecnologia pode ser utilizado tanto em pequenas redes (com o intuito de otimizar o desempenho) quanto para administrar grandes sistemas que precisam funcionar (e bem) 24 horas: serviços de e-mail e de comércio eletrônico, por exemplo.

Então clusters não servem só para melhorar o desempenho?

De forma alguma. Querendo ou não, a globalização que vemos hoje é fruto direto das facilidades proporcionadas pelos serviços prestados à distância (e cuja principal ferramenta de propagação é a computação); desse modo dependemos cada vez mais de recursos online que, devido a essa dependência, precisam estar disponíveis o tempo todo. Imagine-se querendo se conectar à internet e não conseguir devido a seu provedor estar fora do ar, ou pense em um gerente de finanças sem acesso ao seu banco de dados; essas situações se tornaram praticamente impossíveis devido à clusterização.

beowulfÉ aí que entra o já mencionado sistema operacional (o “maestro”): é ele o responsável por redistribuir as tarefas caso algum dos núcleos (processadores) do cluster pare de funcionar, assim mantendo a rede operante e minimizando a queda de desempenho decorrente dessa interrupção. Também é o “maestro” que fará com que diferentes dados, armazenados em diferentes computadores, sejam acessados como se a solicitação tivesse sido feita a um único processador (garantindo velocidade e funcionalidade).

Aplicações práticas

Agora que já compreendemos a noção principal de clusters, chegou a hora de entender quais são suas aplicações na prática e o motivo de não os vermos aos montes por aí. Antes de qualquer coisa, é necessário ter em mente a potência que pode ser alcançada por um sistema do tipo: já imaginou um cluster composto por 1500 máquinas? Consegue imaginar qual a sua função, ou a razão de ser necessário tamanho poder de processamento? Além dos supracitados meios que precisam de disponibilidade (provedores de internet, serviços de e-banking etc.), os clusters são essenciais para o avanço de pesquisas científicas.
nasa

Exemplos clássicos do uso da tecnologia se aplicam a cálculos estatísticos de grande escala, desdobramento de proteínas, análise genética, astrofísica e demais pesquisas que levariam anos para serem concluídas sem o suporte adequado.

Ué... sem aplicações práticas caseiras?

Pois é. Apesar de ser possível montar um cluster domiciliar, não há muita razão para isso (a menos que você queira reaproveitar aquele PC velho, mas razoavelmente bom, que está “aposentado”). Mesmo assim os contras se sobrepõem aos prós, já que: haveria um aumento considerável nos gastos com manutenção (consumo desnecessário de energia elétrica, por exemplo); a instalação do sistema dependeria de um técnico com conhecimentos avançados na área; tarefas domésticas não precisam de mais processamento que o oferecido por um PC top de linha (e um usuário com cacife – para montar um cluster – certamente preferiria o PC); entre outros.

Veredicto

libramNo peso da balança, é possível obter maior desempenho ao ligar vários PCs entre si. Mas será que é isso o que você está procurando? Há alternativas mais acessíveis (tanto técnica quanto financeiramente) que podem surtir resultado melhor. Se mesmo assim você desejar fazer um teste (e pressupondo que dispõe dos recursos adequados), indicamos os seguintes “maestros”: Windows HPC Server 2008 e Sun Grid Engine.

Características e funcionamento dos HDs (discos rígidos)


Fonte: http://www.infowester.com/hd.php

Introdução

disco rígido - ou HD (Hard Disk) - é o dispositivo de armazenamento permanente de dados mais utilizado nos computadores. Nele, são armazenados desde os seus arquivos pessoais até informações utilizadas exclusivamente pelo sistema operacional. Neste artigo, você conhecerá um pouco do funcionamento dos HDs e saberá a função de seus principais recursos, como IDE, ATAPI, DMA, SATA, cache (buffer), NCQ, entre outros.

Surgimento dos HDs

O disco rígido não é um tipo dispositivo de armazenamento novo, mas sim um aparelho que evoluiu - e muito - com o passar do tempo. Um dos primeiros HDs que se tem notícia é o IBM 305 RAMAC. Disponibilizado no ano de 1956, era capaz de armazenar até 5 MB de dados (um avanço para a época) e possuía dimensões enormes: 14 x 8 polegadas. Seu preço também não era nada convidativo: o 305 RAMAC custava cerca de 30 mil dólares.
Com o passar dos anos, os HDs foram aumentando sua capacidade de armazenamento, ao mesmo tempo em que se tornaram menores, mais baratos e mais confiáveis. Apenas para ilustrar o quão "gigante" eram os primeiros modelos, a foto abaixo mostra um disco rígido utilizado pelo Metrô de São Paulo em seus primeiros anos de operação. O dispositivo esteve em exposição no Centro de Controle Operacional da empresa durante alguns anos:
Antigo HD do Metrô de São Paulo
Antigo HD do Metrô de São Paulo

Componentes e funcionamento dos HDs

Para que você possa compreender o funcionamento básico dos discos rígidos, precisa conhecer seus principais componentes. Os tão mencionados discos, na verdade, ficam guardados dentro de uma espécie de "caixa de metal". Estas caixas são seladas para evitar a entrada de material externo, pois até uma partícula de poeira pode danificar os discos, já que estes são bastante sensíveis. Isso significa que se você abrir um HD em um ambiente despreparado e sem o uso dos equipamentos e das técnicas apropriadas, terá grandes chances de perdê-lo.

Tamanho físico dos HDs

Fisicamente falando, os HDs podem ter dimensões variadas, indo desde o tamanho de uma caixa de fósforos até chegar em peças grandalhonas, como o já mostrado disco rígido utilizado pelo Metrô de São Paulo. Mas a indústria, é claro, criou padrões de tamanho para facilitar a popularização dos HDs e sua utilização nos computadores.
Os tamanhos mais comuns são, pela ordem, de 3,5 polegadas (medida representada pelo caractere ") e 2,5 polegadas. Estas medições se referem ao diâmetro dos discos. Maiores, as unidades de 3,5 polegadas são comumente empregadas em desktops, workstations e servidores, enquanto que HDs de 2,5 polegadas são comuns em laptops e outros computadores com dimensões reduzidas.
Há também discos que podem ser muito pequenos tendo, por exemplo, dimensões de 1,8 ou 1 polegada. Estes são utilizados em dispositivos portáteis, como players de áudio.
HD de 3,5 polegadas
HD de 3,5 polegadas

Um HD por dentro

Para que você possa ter ideia de como os HDs funcionam é conveniente saber como estes dispositivos são organizados internamente. As imagens a seguir ajudam nesta tarefa.

Placa lógica

Placa lógica de um HD
Placa lógica de um HD

A figura acima mostra um HD visto por baixo. Note que esta parte contém uma placa com chips. Trata-se da placa lógica, um item que reúne componentes responsáveis por diversas tarefas. Um deles é um chip conhecido como controlador, que gerencia uma série de ações, como a movimentação dos discos e das cabeças de leitura/gravação (mostradas adiante), o envio e recebimento de dados entre os discos e o computador, e até rotinas de segurança.
Outro dispositivo comum à placa lógica é um pequeno chip de memória conhecido como buffer (ou cache), visto mais abaixo. Cabe a ele a tarefa de armazenar pequenas quantidades de dados durante a comunicação com o computador. Como este chip consegue lidar com os dados de maneira mais rápida que os discos rígidos, seu uso agiliza o processo de transferência de informações. No mercado, atualmente, é comum encontrar discos rígidos que possuem buffer com capacidade entre 2 MB e 64 MB.

Discos

Agora chegamos efetivamente à parte interna dos HDs (isto é, ao interior da "caixinha"). A foto abaixo mostra um HD aberto. Note que há indicativos que descrevem os componentes mais importantes. Estes são detalhados logo abaixo da imagem:
Interior de um HD
Interior de um HD
Pratos e eixo: este é o componente que mais chama a atenção. Os pratos são os discos onde os dados são armazenados. Eles são feitos, geralmente, de alumínio (ou de um tipo de cristal) recoberto por um material magnético e por uma camada de material protetor. Quanto mais trabalhado for o material magnético (ou seja, quanto mais denso), maior é a capacidade de armazenamento do disco. Note que os HDs com grande capacidade contam com mais de um prato, um sobre o outro. Eles ficam posicionados sob um eixoresponsável por fazê-los girar. Para o mercado de PCs, é comum encontrar HDs que giram a 7.200 RPM (rotações por minuto), mas também há modelos que alcançam a taxa de 10.000 rotações. Até pouco tempo atrás, o padrão do mercado era composto por discos rígidos com 5.400 PRM. Claro que, quanto mais rotações, melhor;
Cabeça e braço: os HDs contam com um dispositivo chamado cabeça (ou cabeçote) de leitura e gravação. Trata-se de um item de tamanho bastante reduzido que contém uma bobina que utiliza impulsos magnéticos para manipular as moléculas da superfície do disco e assim gravar dados. Há uma cabeça para cada lado dos discos. Este item é localizado na ponta de um dispositivo denominadobraço, que tem a função de posicionar os cabeçotes acima da superfície dos pratos.
Olhando por cima, tem-se a impressão de que a cabeça de leitura e gravação toca nos discos, mas isso não ocorre. Na verdade, a distância entre ambos é extremamente pequena. A "comunicação" ocorre pelos já citados impulsos magnéticos.
Cabeça e braço de um HD
Cabeça e braço de um HD
Nos HDs mais atuais, a cabeça de gravação conta com dois componentes, um responsável pela gravação e outro direcionado à leitura. Em dispositivos mais antigos, ambas as funções eram executadas por um único componente;
Atuador: também chamado de voice coil, o atuador é o responsável por mover o braço acima da superfície dos pratos e assim permitir que as cabeças façam o seu trabalho. Para que a movimentação ocorra, o atuador contém em seu interior uma bobina que é "induzida" por imãs.
O atuador em destaque
O atuador em destaque
Note que o trabalho entre esses componentes precisa ser bem feito. O simples fato de a cabeça de leitura e gravação encostar na superfície de um prato é suficiente para causar danos a ambos. Isso pode facilmente ocorrer em caso de quedas, por exemplo.

Gravação e leitura de dados

A superfície de gravação dos pratos é composta por materiais sensíveis ao magnetismo (geralmente, óxido de ferro). O cabeçote de leitura e gravação manipula as moléculas deste material por meio de seus polos. Para isso, a polaridade das cabeças muda em uma frequência muito alta: quando está positiva, atrai o polo negativo das moléculas e vice-versa. De acordo com esta polaridade é que são gravados os bits (0 e 1). No processo de leitura de dados, o cabeçote simplesmente "lê" o campo magnético gerado pelas moléculas e gera uma corrente elétrica correspondente, cuja variação é analisada pelo controlador do HD para determinar os bits.
Para a "ordenação" dos dados no HD, é utilizado um esquema conhecido como geometria dos discos. Nele, o disco é "dividido" em cilindros, trilhas e setores:
Ilustração de geometria de disco
Ilustração de geometria de disco
As trilhas são círculos que começam no centro do disco e vão até a sua borda, como se estivessem um dentro do outro. Estas trilhas são numeradas da borda para o centro, isto é, a trilha que fica mais próxima da extremidade do disco é denominada trilha 0, a trilha que vem em seguida é chamada trilha 1 e assim por diante, até chegar à trilha mais próxima do centro. Cada trilha é dividida em trechos regulares chamados de setores. Cada setor possui uma capacidade determinada de armazenamento (geralmente, 512 bytes).
E onde entra os cilindros? Eis uma questão interessante: você já sabe que um HD pode conter vários pratos, sendo que há uma cabeça de leitura e gravação para cada lado dos discos. Imagine que é necessário ler a trilha 42 do lado superior do disco 1. O braço movimentará a cabeça até esta trilha, mas fará com que as demais se posicionem de forma igual. Isso ocorre porque normalmente o braço se movimenta de uma só vez, isto é, ele não é capaz de mover uma cabeça para uma trilha e uma segunda cabeça para outra trilha.
Isso significa que, quando a cabeça é direcionada à trilha 42 do lado superior do disco 1, todas as demais cabeças ficam posicionadas sobre a mesma trilha, só que em seus respectivos discos. Quando isso ocorre, damos o nome de cilindro. Em outras palavras, cilindro é a posição das cabeças sobre as mesmas trilhas de seus respectivos discos.
Note que é necessário preparar os discos para receber dados. Isso é feito por meio de um processo conhecido como formatação. Há dois tipos de formatação: formatação física e formatação lógica. O primeiro tipo é justamente a "divisão" dos discos em trilhas e setores. Este procedimento é feito na fábrica. A formatação lógica, por sua vez, consiste na aplicação de um sistema de arquivos apropriado a cada sistema operacional. Por exemplo, o Windows é capaz de trabalhar com sistemas de arquivos FAT e NTFS. O Linux pode trabalhar com vários sistemas de arquivos, entre eles, ext3 e ReiserFS.

Interfaces

Os HDs são conectados ao computador por meio de interfaces capazes de transmitir os dados entre um e outro de maneira segura e eficiente. Há várias tecnologias para isso, sendo as mais comuns os padrões IDESCSI e, atualmente, SATA.

Interface IDE (PATA)

A interface IDE (Intelligent Drive Electronics ou Integrated Drive Electronics) também é conhecida como ATA (Advanced Technology Attachment) ou, ainda, PATA (Parallel Advanced Technology Attachment). Trata-se de um padrão que chegou pra valer ao mercado na época da antiga linha de processadores 386.
Como a popularização deste padrão, as placas-mãe passaram a oferecer dois conectores IDE (IDE 0 ou primário; e IDE 1 ou secundário), sendo que cada um é capaz de conectar até dois dispositivos. Essa conexão é feita ao HD (e a outros dispositivos compatíveis com a interface) por meio de um cabo flat (flat cable) de 40 vias. Posteriormente, chegou ao mercado um cabo flat de 80 vias, cujos fios extras servem para evitar a perda de dados causada por ruídos (interferência).
Cabo flat de 80 vias - Note a existência de um conector adicional no meio do cabo
Cabo flat de 80 vias - Note a existência de um conector adicional no meio do cabo
Cabo flat conectado ao HD
Cabo flat conectado ao HD
Como é possível conectar dois dispositivos no mesmo cabo, uma pequena peça com interior de metal chamada jumper é posicionada na parte traseira do HD (ou de outro equipamento que faz uso desta interface). A disposição deste jumper varia conforme o fabricante, mas sempre há uma posição que, se usada, determina que aquele dispositivo seja primário e outra posição que determina que o componente seja secundário. Este é um meio de fazer com que o computador saiba quais dados correspondem a cada dispositivo.
Traseira de um HD IDE (PATA) - Observe o conector e o jumper
Traseira de um HD IDE (PATA) - Observe o conector e o jumper
Orientação do fabricante do HD quanto à posição do jumper
Orientação do fabricante do HD quanto à posição do jumper
Sim, isso significa que, se houver dois HDs "setados" igualmente como primários ou secundários, o computador poderá ter dificuldades para reconhecê-los. Muitas vezes é possível fazer com que esta distinção seja feita automaticamente. Neste caso, costuma-se utilizar os jumpers de ambos os dispositivos em uma terceira posição: cable select. Esta configuração faz com que a escolha da unidade primária normalmente fique para o dispositivo conectado na ponta do cabo e a secundária com o aparelho que é interligado ao encaixe existente no meio do cabo.
Traseira de um HD IDE (PATA) - Observe o conector e o jumper
Traseira de um HD IDE (PATA) - Observe o conector e o jumper

Técnicas ATAPI e EIDE

Na interface IDE, também é possível conectar outros dispositivos, como unidades de CD/DVD. Para que isto ocorra, faz-se uso de um padrão conhecido como ATAPI (Advanced Technology Attachment Packet Interface) que funciona como uma espécie de extensão para tornar a interface IDE compatível com os dispositivos mencionados. Vale frisar que o próprio computador, por meio de seu BIOS e/ou do chipset da placa-mãe, reconhece que tipo de aparelho está conectado em suas entradas IDE e utiliza a tecnologia correspondente (em geral, ATAPI para unidades de CD/DVD e outros, ATA para discos rígidos).
Como já dito, cada interface IDE de uma placa-mãe pode trabalhar com até dois dispositivos simultaneamente, totalizando quatro. Isso é possível graças à EIDE (Enhanced IDE), uma extensão do IDE criada para que este último possa aumentar a velocidade de transmissão de dados dos discos rígidos e, claro, permitir a conexão de dois dispositivos em cada cabo flat.
Entrada IDE em uma placa-mãe
Entrada IDE em uma placa-mãe

DMA e UDMA

Antigamente, somente o processador tinha acesso direto aos dados da memória RAM. Com isso, se qualquer outro componente do computador precisasse de algo na memória, teria que fazer este acesso por intermédio do processador. Com os HDs não era diferente e, como consequência, havia certo "desperdício" dos recursos de processamento. Felizmente, uma solução não demorou para aparecer: um esquema chamado DMA (Direct Memory Access). Como o próprio nome diz, esta tecnologia tornou possível o acesso direto à memória pelo HD (e outros dispositivos), sem necessidade de "auxílio" direto do processador.
Quando o DMA não está em uso, normalmente é utilizado um esquema de transferência de dados conhecido como modo PIO (Programmed I/O), onde, grossamente falando, o processador executa a transferência de dados entre o HD e a memória RAM. Cada modo PIO trabalha com uma taxa distinta de transferência de dados, conforme mostra a seguinte tabela:
Modo PIO
Taxa de transferência
Modo 0
3,3 MB/s
Modo 1
5,2 MB/s
Modo 2
8,3 MB/s
Modo 3
11,1 MB/s
Modo 4
16,7 MB/s
Modo 5
20 MB/s

É importante frisar que existe também um padrão conhecido como Ultra-DMA (ou UDMA). Esta especificação permite transferência de dados em uma taxa de, pelo menos, 33,3 MB/s (megabytes por segundo). O padrão UDMA não funciona se somente for suportado pelo HD - é necessário que a placa-mãe também a suporte (na verdade, o seu chipset), caso contrário, o HD trabalhará com uma taxa de transferência mais baixa. Veja o porquê: há 4 tipos básicos de Ultra-DMA: UDMA 33, UDMA 66, UDMA 100 e UDMA 133. Os números nestas siglas representam a quantidade de megabytes transferível por segundo. Assim, o UDMA 33 transmite ao computador dados em até 33 MB/s; o UDMA 66 faz o mesmo em até 66 MB/s e assim por diante. Agora, para exemplificar, imagine que você instalou um HD UDMA 133 em seu computador. No entanto, a placa-mãe só suporta UDMA de 100 MB/s. Isso não significa que seu HD vai ficar inoperante. O que vai acontecer é que seu computador somente trabalhará com o HD na taxa de transferência de até 100 MB/s e não na taxa de 133 MB/s.

SATA (Serial ATA)

A especificação SATA (Serial ATA) se tornou padrão no mercado, já que oferece várias vantagens em relação ao PATA, como maiores taxas de transmissão de dados, dispensa de uso de jumpers, cabos de conexão e alimentação mais finos (facilitando a circulação de ar dentro do computador), entre outros.
Cabo SATA - veja como é muito mais prático que o cabo IDE
Cabo SATA - veja como é muito mais prático que o cabo IDE
A interface SATA não conta com o esquema de permitir dois dispositivos por cabo, mas isso não chega a ser um problema: como seu conector é pequeno, sua instalação é mais fácil, por isso, é comum encontrar placas-mãe que possuem quatro, seis ou até oito conectores neste padrão.
Portas SATA em uma placa-mãe
Portas SATA em uma placa-mãe (em azul)
No que se refere à transferência de dados, a interface SATA pode alcançar taxas máximas teóricas de acordo com o seu tipo:
  • SATA I: até 150 MB/s;
  • SATA II: até 300 MB/s;
  • SATA III: até 600 MB/s.
Cabo SATA e cabo de energia conectado ao HD
Cabo SATA e cabo de energia conectado ao HD
Para saber mais sobre a interface SATA, acesse o seguinte texto:

SCSI (Small Computer System Interface)

A interface SCSI (Small Computer System Interface) - normalmente pronunciada como "iscãzi" - é uma especificação antiga criada para permitir transferências de dados mais rápidas, de até 320 MB/s (megabytes por segundo). Como esta é uma tecnologia mais complexa e, consequentemente, mais cara, sua utilização nunca foi comum em ambientes domésticos, a não ser por usuários que podiam investir em computadores pessoais mais poderosos. Sua aplicação sempre foi mais frequente em servidores.
É possível encontrar dispositivos que utilizam a interface SCSI até nos dias de hoje, no entanto, esta perdeu espaço para a tecnologia SATA. Saiba mais sobre esta especificação no texto Tecnologia SCSI.

Cache (buffer)

Ao procurar por especificações de um disco rígido, você certamente verá um item de nome cache ou buffer, já mencionado neste texto. Trata-se de outro recurso criado para melhorar desempenho do dispositivo.
Os HDs, por si só, não são muito rápidos. Não adianta muito contar com processadores velozes se o acesso aos dados no HD prejudica o desempenho. Uma maneira encontrada pelos fabricantes para amenizar este problema foi implementar uma pequena quantidade de memória mais rápida no dispositivo. Este é o cache.
Para esta memória vão, de forma temporária, sequências de dados que estão relacionadas à informação que está sendo disponibilizada no momento. Com estas sequências no cache, diminui-se a quantidade de procedimentos de leitura, já que muitas vezes os dados encontrados já estão lá.
O buffer também pode ser utilizado para processos de gravação: se, por algum motivo, não for possível gravar um dado imediatamente após a solicitação, o controlador da unidade pode "jogar" esta informação no cache para gravá-la logo em seguida.
Atualmente, é comum encontrar discos rígidos com até 64 MB de cache. Ao contrário do que muita gente pensa, o cache não precisa ter grande capacidade para otimizar o desempenho da unidade.

Gravação perpendicular

Você certamente já observou que, com o passar do tempo, a capacidade de armazenamento dos HDs aumentou consideravelmente, sem que isso tenha resultado em dispositivos fisicamente maiores. Há alguns truques para isso, como empilhar discos dentro da unidade. Mas o diferencial está em tecnologias ligadas ao processo de gravação e à densidade dos discos.
Quando falamos de densidade estamos nos referindo, essencialmente, à quantidade de dados que pode ser armazenada em um mesmo espaço. A ideia é a de fazer com que cada vez mais dados possam ser gravados sem necessidade de aumentar este espaço. Para isso, uma das técnicas mais utilizadas consiste no uso da gravação perpendicular.
Antes, é necessário compreender o que é gravação longitudinal. Trata-se de uma técnica antiga, mas que só começou a perder espaço com a popularização dos atuais discos rígidos SATA.
Como você já sabe, a gravação de dados em um HD é possível graças ao eletromagnetismo. Em poucas palavras, uma corrente elétrica é gerada para criar um pequeno campo magnético na cabeça de leitura e gravação. Este campo causa influência nas partículas existentes na superfície do disco, fazendo-as ficarem organizadas conforme a polaridade (negativa ou positiva). Um conjunto de partículas magnetizadas de uma forma ou de outra é que determina se o bit gravado é 0 ou 1.
Ao passar por uma área já gravada para realizar a leitura de dados, a cabeça utiliza indução elétrica ou resistência para capturar o campo magnético existente ali, permitindo a obtenção dos dados.
Até um passado não muito distante, o processo de gravação era comumente feito a partir do alinhamento horizontal - isto é, lado a lado - das partículas existentes na superfície do disco.
Para fazer com que mais dados pudessem ser gravados no mesmo espaço e assim aumentar a capacidade de armazenamento da unidade, os discos passaram ser fabricados com partículas cada vez menores. O problema é que há um limite físico para isso. A indústria chegou em um ponto onde se tornou possível obter partículas ainda menores, mas tão pequenas que a proximidade entre elas poderia provocar um efeito de desmagnetização, causando perda de dados.
Com a gravação longitudinal chegando ao seu limite, a indústria teve que buscar uma alternativa. É aí que entra em cena a gravação perpendicular, bastante utilizada nos dias de hoje.
Nesta técnica, as partículas são alinhadas de maneira perpendicular, ou seja, na vertical, como se as partículas ficassem em "pé" em vez de "deitadas", grossamente falando. Uma camada extra existente logo abaixo ajuda a tornar o processo ainda mais efetivo.
A gravação perpendicular consegue não só aumentar expressivamente a capacidade de armazenamento, como protege o disco do mencionado risco de desmagnetização. Além disso, o alinhamento vertical torna a camada mais espessa, gerando campos mais fortes e, assim, facilitando o trabalho da cabeça de leitura e gravação.
Gravação longitudinal x Gravação perpendicular
Gravação longitudinal x Gravação perpendicular
Mas, infelizmente, a técnica de gravação perpendicular também chegará em um limite. A indústria, é claro, já está se esforçando para encontrar uma alternativa. Uma delas foi apresentada pela Seagate em março de 2012: a tecnologia HAMR (Heat-Assisted Magnetic Recording).
Nesta técnica, um pequeno laser existente na cabeça de leitura e gravação aquece a área da superfície a ser gravada e altera as propriedades do local de tal forma que é possível armazenar mais dados ali. Espera-se que as primeiras unidades do tipo cheguem ao mercado em 2013 ou 2014.

NCQ (Native Command Queuing)

É comum encontrar nos discos rígidos atuais um recurso de nome NCQ (Native Command Queuing) que pode otimizar o desempenho do dispositivo. Como? A partir de um esquema de reorganização capaz de diminuir a carga de trabalho da unidade.
Grossamente falando, o NCQ funciona da seguinte maneira: em vez de a cabeça de leitura e gravação seguir para pontos dos disco na ordem em que estes foram solicitados, a funcionalidade faz com que este procedimento aconteça de acordo com a proximidade dos pontos. Ou seja, se o ponto 3 estiver mais perto do ponto 1 do que o ponto 2, a sequência de acesso será: 1, 3 e 2.
Observando a imagem abaixo. Na esquerda, você vê a ilustração de um HD sem NCQ. À direta, um HD com NCQ. Compare-os e perceba que se a ordem de solicitação for respeitada, o HD tem mais trabalho. Mas considerando a proximidade, os acessos são realizados de maneira mais rápida:
Sem NCQ x Com NCQ
Sem NCQ x Com NCQ - Imagem por Wikipedia
O NCQ não só otimiza o acesso aos dados, como ajuda a aumentar a vida útil do HD por proporcionar menor desgaste dos componentes.

Capacidade real de armazenamento

Os fabricantes de discos rígidos aumentam a capacidade de armazenamento de seus produtos constantemente. Todavia, não é raro uma pessoa comprar um HD e constatar que o dispositivo tem alguns gigabytes a menos do que anunciado. Será que o vendedor te enganou? Será que a formatação foi feita de maneira errada? Será que o HD está com algum problema? Na verdade, não.
O que acontece é que os HDs consideram 1 gigabyte com sendo igual a 1000 megabytes, da mesma forma que consideram 1 megabyte com sendo igual a 1000 kilobytes e assim por diante. Os sistemas operacionais, por sua vez, consideram 1 gigabyte como sendo igual a 1024 megabytes e assim se segue. Por conta desta diferença, um HD de 80 GB, por exemplo, vai ter, na verdade, 74,53 GB de capacidade no sistema operacional. Um HD de 200 GB vai ter, por sua vez, 186,26 GB.
Portanto, ao notar essa diferença, não se preocupe, seu disco rígido não está com problemas. Tudo não passa de diferenças entre as empresas envolvidas sobre qual medida utilizar. Saiba mais sobre este assunto nesta matéria sobre bits e bytes.

Aspectos de desempenho

Ao escolher um HD, você certamente se atenta à sua capacidade de armazenamento, à sua interface e, provavelmente, ao tamanho do cache, afinal, estas são as informações que acompanham a descrição do produto. Mas há outros parâmetros ligados ao desempenho do dispositivo que também devem ser observados. Os mais conhecidos são: Seek TimeLatency Time e Access Time.

Seek Time (Tempo de Busca)

Seek Time normalmente indica o tempo que a cabeça de leitura e gravação leva para se deslocar até uma trilha do disco ou mesmo de uma trilha a outra. Quanto menor este tempo, melhor o desempenho, é claro. Este parâmetro pode ter algumas diferenciações, sendo que sua divulgação varia de fabricante para fabricante:
- Full Stroke: refere-se ao tempo de deslocamento da primeira trilha à última trilha do disco;
- Track to Track: refere-se ao tempo de deslocamento de uma trilha para a próxima;
- Average: refere-se à média de tempo de deslocamento da cabeça até uma parte qualquer do disco;
- Head Switch Time: refere-se ao tempo necessário para o acionamento da cabeça de leitura e gravação;
Estas medidas são dadas em milissegundos (ms) e podem ter algumas variações de nome.

Latency Time (Tempo de Latência)

Latency Time é a medida que indica o tempo necessário para que a cabeça de leitura e gravação se posicione no setor do disco que deve ser lido ou mesmo gravado. Este parâmetro sofre influência do tempo de rotação dos discos (atualmente de 5.400, 7.200 e 10.000 RPM) e também é informado em milissegundos.

Transfer Rate (Taxa de Transferência)

Esta medida, tal como você deve ter presumido, se refere à taxa de transferência de dados do HD. Geralmente, há três variações:
- Taxa de Transferência Interna: indica a taxa que a cabeça de leitura e gravação consegue para gravar dados no disco;
- Taxa de Transferência Externa: indica a taxa máxima que o HD atinge para transferir os dados para fora e vice-versa, normalmente se limitando à velocidade da interface;
- Taxa de Transferência Externa Sustentada: a mais importante das três, a taxa sustentada estabelece uma espécie de média entre as taxas interna e externa, indicando qual a taxa máxima durante um determinado intervalo de tempo.

Access Time (Tempo de Acesso)

Normalmente, esta medida corresponde a um cálculo que combina os parâmetros de Latency Time e Seek Time. Em termos práticos, o Time Access indica o tempo necessário para se obter uma informação do HD. Novamente, quanto menor este tempo, melhor.

MTBF - Mean Time Between Failures (Tempo Médio Entre Falhas)

Mais conhecido pela sigla MTBF, esta medida dá uma noção da quantidade de horas ininterruptas que o HD pode funcionar sem apresentar falhas. Acontece que esta medida não é, necessariamente, precisa.
Em outras palavras, se um HD possui MTBF de 400 mil horas, por exemplo, não quer dizer que a unidade só funcionará por esta quantidade de tempo. O tempo de funcionamento pode ser maior ou menor, tudo depende de uma série de fatores.
Isso porque o MTBF é determinado pelo fabricante com base em testes e estimativas feitas em laboratório. Assim, o ideal é utilizar esta medida para efeitos de confiabilidade: se um HD tem MTBF de 400 mil horas, significa que o dispositivo é, pelo menos teoricamente, mais confiável que uma unidade com MTBF de 300 mil horas, ou seja, tem menos chances de falhar que este último.

S.M.A.R.T.

Os HDs são responsáveis pelo armazenamento permanente dos dados. Assim, estes são mantidos mesmo quando há fornecimento de energia, graças às propriedades magnéticas. Mas isso não quer dizer que os discos rígidos são à prova de falhas, por isso, algumas funcionalidades foram criadas para evitar o "pior". A principal delas é o S.M.A.R.T.
Sigla para Self-Monitoring, Analysis, and Reporting Technology, trata-se de uma tecnologia comum nas unidades que monitora os discos. A ideia aqui é a de identificar quando falhas estão prestes a acontecer e emitir alertas. Assim, o usuário pode tomar alguma medida, como trocar a unidade ou fazer backup (cópia de segurança).
O S.M.A.R.T. monitora uma série de parâmetros permanentemente e, com base nisso, é capaz de identificar anormalidades que antecedem falhas. O alerta pode ser um aviso exibido assim que o computador é ligado ou uma informação exibida no setup do BIOS, assim como um relatório de um programa de monitoramento capaz de acessar os dados do S.M.A.R.T (como o HD Tune, para Windows).
Note que, muitas vezes, o próprio HD dá sinais de falha: lentidão crescente, erros de leitura e barulhos que parecem batidas são sinais de que a unidade está prestes a apresentar algum defeito.

HDs externos

É possível encontrar vários tipos de HDs no mercado, desde os conhecidos discos rígidos para instalação em desktops, passando por dispositivos mais sofisticados voltados ao mercado profissional (ou seja, para servidores), chegando aos cada vez mais popularesHDs externos.
O que é um HD externo? Simplesmente um HD que você pode levar para praticamente qualquer lugare e conectá-lo ao computador somente quando precisar. Para isso, pode-se usar, por exemplo, portas USBFireWire e até SATA externo, tudo depende do modelo do HD.
HD externo portátil
HD externo portátil
Também é comum encontrar no mercado cases que permitem ao usuário montar o seu próprio HD externo: trata-se de um equipamento que possibilita a conexão de um HD "convencional", fazendo com que este funcione como um HD externo. O usuário precisa apenas adquirir um HD compatível com o case, que utilize a interface correta e as dimensões correspondentes.
Um case para HD externo
Um case para HD externo
O HD externo é útil para quando se tem grandes quantidades de dados para transportar ou para fazer backup (cópia de segurança de seus arquivos). Do contrário, é preferível utilizar pendrives, DVDs regraváveis ou outro dispositivo de armazenamento com melhor relação custo-benefício. Isso porque os HDs externos são um pouco mais caros e costumam ser pesados (exceto os modelos de tamanho reduzido). Além disso, devem ser transportados com mais cuidado, para evitar danos.

Finalizando

O HD já passou por diversas mudanças desde o seu surgimento. Só para dar um exemplo de evolução, os modelos mais antigos tinham um problema que, se não tivesse sido resolvido, talvez deixaria os discos rígidos atrasados em relação ao progresso dos mais componentes de um computador: o motor de movimentação das cabeças de leitura e gravação era lento. Isso porque quando as cabeças precisavam ir de um cilindro a outro o faziam de um em um até chegar ao destino. Hoje, as cabeças vão diretamente ao cilindro requisitado.
No mais, basta observar o quão os HDs ficam mais rápidos, mais confiáveis e com maior capacidade ao longo do tempo. Isso deixa claro que um dia o disco rígido pode até perder o seu "reinado" para outra tecnologia de armazenamento de dados - SSD, por exemplo -, mas isso está longe de acontecer.
Para encerrar, uma pequena curiosidade: quando a IBM lançou o HD 3340, houve um versão com capacidade de 60 MB, sendo que 30 MB eram fixos e os outros 30 MB eram removíveis. Essa característica fez este HD receber o apelido de "30-30". No entanto, existia um rifle chamado Winchester 30-30 e, logo, a comparação entre os dois foi inevitável. Como consequência, o HD passou a ser chamado também de Winchester, nome que não é mais utilizado, mas que algumas pessoas pronunciavam antigamente sem saber exatamente do que se tratava.
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